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História do Cinema: 1930-1939

O studio system

Os estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer

Os estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer

Os estúdios independentes que, na década anterior, tinham lutado contra o domínio da Motion Pictures Patents Company eram agora quem dominava a industria cinematográfica em Hollywood. Metro-Goldwyn-Mayer, 20th Century-Fox, Warner Bros., Universal Pictures, Paramount Pictures e, numa menor dimensão, Columbia PIctures e RKO Radio Pictures controlavam a maioria das salas de cinema dos Estados Unidos e as centenas de filmes que os “alimentavam”.

A década é também marcada pela utilização do som na sétima arte e que viria a transformar a indústria: os actores começaram a dar mais atenção à voz, os estúdios procuraram no teatro actores mais expressivos, os escritores foram obrigados a definir as personagens através de palavras e com o film dos filmes mudos, os escritores de cartões ficaram no desemprego. Mas o som permitiu também o nascimento de um novo género: o musical, aparecendo, então, estrelas como Maurice Chevalier, Fred Astaire e Ginger Rogers.

A década de 1930 é também marcada pela generalização dos filmes a cores. Em desenvolvimento desde a década de 1890, a tecnologia atingiu um momento fulcral com o desenvolvimento do processo de três cores, utilizado pela primeira vez na curta-metragem de animação Flowers and Trees (1933), de Walt Disney, e na longa-metragem A Feira da Vaidade (1935). No entanto, o melhor exemplo da tecnologia é o épico E Tudo o Vento Levou (1939), vencedor de oito Óscares, num ano que é considerado como o melhor da história da sétima arte.

Em França, o trabalho de realizadores como Jean Renoir, Jean Vigo, René Clair e Marcel Carné reflectem uma visão negra que antecipa a guerra que se avizinhava. Antes da guerra, a Alemanha produzia mais de 200 filmes por ano, onde se destacavam os trabalhos de Fritz Lang e G.B.Pabst. Após a ascensão de Adolph Hitler, em 1933, a industria cinematográfica alemã passa a ser controlada pelo Ministro da Propaganda, Joseph Goebbles, dando origem a verdadeiras homenagens ao fascismo, como o filme de Leni Riefenstahl O Triunfo da Vontade. Em Espanha, o cinema passa a ser controlado pela Companhia Industrial del Film Espanol e com a ascensão do ditador Franco no final da década, os filmes passa a ser controlados pelo Estado. Na União Soviética, a produção é dominada por dramas, adaptações literárias e acontecimentos históricos, destacando-se o trabalho do realizador Sergei Eisenstein.

Cartaz de "E Tudo o Vento Levou"

Cartaz de "E Tudo o Vento Levou"

Timeline, Década de 1930-1939

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